És mais portuguesa ou continental?
As aparências iludem, a sério…
Vemos estas duas formas de tricotar que parecem tão diferentes e que são, afinal, tão parecidas!
O mais comum seria que o titulo deste post fosse “diferenças entre tricotar à continental e tricotar à portuguesa”…mas na realidade, descobri mais semelhanças que diferenças. Afinal, a forma de “trabalhar” as malhas é mesmo muito parecida. Parece-me que a grande diferença está em que na técnica continental é mais fácil fazer meia e na técnica “à portuguesa” é mais fácil fazer liga. Talvez por isso em portugal se tricote muito mais do avesso – em tricot circular (ou com 5 agulhas) vemos como tricotam as meias todas em liga. Na técnica continental em circular, tricotamos tudo em meia!
Mas isto de me pôr a “estudar” as 2 técnicas levou-me a descobrir “uma batota” fantástica. Sim, isso mesmo, uma batota para aligeirar os tricots mais demorados, curiosas? Espreitem aqui:
Mas isto de me pôr a “estudar” as 2 técnicas levou-me a descobrir “uma batota” fantástica. Sim, isso mesmo, uma batota para aligeirar os tricots mais demorados, curiosas? Espreitem aqui:
E vocês são mais portuguesas ou continentais?


25 comentários
Ana Batista
Que giro! Muito interessante este comparativo! Eu tricoto e crocheto à portuguesa. Foi assim que a minha me ensinou 🙂 confesso que ja tentei à continental, mas não me consigo habituar Penso que o inverso é mais fácil.fiquei curiosa com o alfinete de peito…já não consigo encontrar 🙁 o da minha partiu-se à muitos anos e nunca o consegui substituir…
Filipa Carneiro
Olá Ana,
Acho que ainda encontras estes alfinetes no Porto, na Praça Carlos Alberto na “Lopo Xavier”. Eu ainda comprei na tricots brancal de cedofeita que entretanto fechou – mas acho que ainda existe em matosinhos…. Mas confesso que estou um bocadinho desactualizada….
E o queres dizer com “crochet à potuguesa”, tambem é com a linha no pescoço?
beijinhos
Ana Batista
Oh, eu compro grande parte dos meus fios na Brancal em Gaia!! Tenho de perguntar lá! Se não vou à Praça Carlos Alberto.
Sim, crochet com fio ao pescoço 🙂 igualzinho ao tricot! :))
Filipa Carneiro
Hey – eu quero ver isso! Crochet com fio ao pescoço nunca vi, a sério! Faz um video….oh, anda lá! 🙂
Anonymous
Desde que comecei a ver os seus vídeos é que descobri o tricotar à continental ou ao dedo (crochet, sim, mas tricot nunca tinha visto) e apercebi-me logo que a meia era bem mais fácil dessa forma, enquanto a liga era mais fácil à portuguesa e pensei exatamente em começar a fazer essa batota… 🙂
Parabéns pelos seus videos e se não chegam, como aconteceu há 2 semanas, senti logo a falta e só me questionava se seria eu que tinha feito alguma coisa e tinha deixado de receber a sua newsletter…LOL
Maria Duarte
Sem duvida à portuguesa.
Aprendi a fazer tricot ainda em criança e foi com o fio ao pescoço que sempre vi fazer, e foi assim que aprendi.
Só há pouco tempo me iniciei nos crochet´s, mas mesmo já com alguma prática de linha na mão, não consigo fazer o tricot dessa forma.
“descobri-te” recentemente mas tenciono voltar mais vezes
Mimos mão
Olá, gosto das 2 técnicas tudo depende do trabalho e ponto que estou a fazer;)
Naná
Eu aprendi a tricotar há pouco mais de um ano e foi à portuguesa, com o fio passado pelo pescoço. Por isso, me fazia alguma confusão ao ver os teus vídeos…
Apesar de ter aprendido a crochetar há muitos anos, não me ajeito a tricotar à continental.
Paula Castro
Pois para lançar a confusão, eu tricoto à …. inglesa! Aprendi em miuda com a minha avó que aprendeu com a patroa inglesa! E confesso que nunca experimentei de outra maneira.
Bjs
Filipa Carneiro
A sério? Que giro! Tenho uma amiga argentina que também tricota à inglesa…pelo que vi, é igual à técnica continental, mas com a linha na mão direita, certo?
Paula Castro
Sim Filipa, é com o fio na mão direita. a grande vantagem é que há muitos videos a explicar tudo com esta técnica.
Boa sorte com os workshops, tenho a certeza que vão ser um sucesso 😉
Ana
Eu sou portuguesa, aprendi com a minha avó! E ensinei as minhas filhas também à portuguesa. Claro está, a trabalhar com cinco agulhas é sempre mais fácil fazer a liga, mas já me vou habituando à meia também. bjs
Ana Teresa
Filipa Carneiro
Obrigada pelos vossos comentários! 🙂
Deixem-me só acrescentar que eu também aprendi a tricotar “à portuguesa”, com a minha querida amiga Angela – a nossa (da família) tricotadeira de serviço! Mas não me “ajeitava” ficava com dores no pescoço, não controlava bem a tensão na linha, os pontos ficavam ora muito apertados, ora muito soltos….enfim, estive quase a desistir. Mas encontrei um video no youtube com a técnica continental e achei que tinha de tentar – correu tão bem que nunca mais parei! 🙂
Adoro ver tricotar “à portuguesa” e acho mesmo bom mantermos essa tradição tão boa. Confesso que até tenho treinado mais a ver se lhe ganho o gosto (e lhe apanho o jeito!)
Ana Batista
E é verdade que é uma técnica única no mundo?! Não sei se estou a confundir, mas creio ter-me cruzado com um texto que referia isso!
Ana Batista
Ui, não sei se tenho coragem :))) queres-me enviar umas dicas de como fazes? Se a coisa não correr bem envio só para ti :DD
Filipa Carneiro
olha que fazer videos é muito mais fácil do que parece! Eu faço assim: limpo a mesa da sala de jantar + arrumo os brinquedos da cachopa (normalmente espalhados pela sala) + ligo a camara no tripé (coisa modernissima que antes era mesmo em cima do monte de revistas) + penteio-me e lavo os dentes (nem sei porquê, mas faço sempre isso) + começo a falar e divirto-me. sobretudo riu-me muito com os meus erros e faço caretas para a camara para ficar mais descontraída (claro que essas imagens ficam no segredos deuses)….e é isto!
Ana Batista
humm…ah…hmmmm 😉 tripé é coisa que não tenho, vou seguir a dica das revistas..não, tem de ser livros….hum…ok…não esquecre os dentes 😉 Bom…se eu nunca mais aparecer e encerrar o blog já sabes que a coisa não correu bem 😀
balado
olá, eu tricoto á PORTUGUESA ( com a lã ao pescoço). O que aqui na Alemanha é uma forma de tricotar “do outro mundo”. Uma vez uma Senhora alemã começou a rir e perguntou-me se eu não me iria enforcar. Beijinhos da Alemanha. Maria do Rosário
Filipa Carneiro
ahahahahah 🙂
fartei-me de rir com esse comentário…os alemães são mesmo especiais!
Ana
Pois sempre tricotei à portuguesa precisamente porque “cansava-me” tricotar liga no dedo 🙂
Agora que vi a batota, pensei: porque não pensei nisto?
Muito bom, Filipa. Obrigada
Beijinhos
Roberta A.
Oi! Como eu havia comentado no youtube, sou uma brasileira que mora na Itália e que aprendeu a tricotar com uma conhecida romena, que me ensinou a tricotar à continental! Amo, adoro, necessito dos teus videos e lições porque és a única que explica de modo que consigo entender. Muito obrigada!
Susana Vieira
Eu aprendi a tricotar à Portuguesa e confesso que o método continental que confunde um pouco… Para quem é do Porto, pode encontrar o alfinete de peito, para colocar a linha, na loja Chiadinho, nos Leões… Foi lá que comprei o meu, embora prefira colocar a linha à volta do pescoço! 😉
Isa
Já fazia esta “batota” mas de uma forma muito mais simples: passando o fio para trás do trabalho e mantendo-o seguro com o indicador. O fio não chega a sair do pescoço ou alfinete, por isso deixas de ter esse trabalho… Eu sou portuguesa e aprendi a tricotar com a minha mãe, na realidade ela ensinou-me a tricotar ao seu modo, com o fio ao pescoço, mas à oriental – pela perna de trás do ponto, mas ao ver vídeos de tricot rapidamente me apercebi que não estava a tricotar da forma “certa”, e adaptei consoante o que via – que na maioria eram vídeos de tricot à continental.
Linda Schmidt
Great video to watch since I don’t speak your language! Wonderful to think Knitting can bridge that gap!
Thank you.
pois
Gosto mais de tricotar à portuguesa, foi assim que aprendi, e também faço croche dessa forma e no trabalho, em vez de meter a agulha de cima para baixo, é ao contrário, de baixo para cima.
Então o avesso fica sempre para cima. Dizem que é à velha, mas foi assim que a minha mãe me ensinou, porque é o jeito que se faz no Minho, de onde a minha mãe era.
No entanto, para fazer meia eu passo a linha para trás da agulha esquerda, é muito mais fácil pois pega-se diretamente a linha.que se faz no Minho
Para mim é mais simples assim.